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O Que São Fraturas por Estresse?

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O Que São Fraturas por Estresse?

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Fratura por estresse

Fraturas por estresse ou por fadiga são microfraturas provocadas pela repetição
de forças
que, isoladamente, não seriam capazes de ocasionar a fratura.

Geralmente acometem as articulações dos membros inferiores, pelo estresse repetitivo  que são submetidos durante exercícios de impacto. Ainda assim, outros ossos serão acometidos a depender da atividade esportiva do paciente. Fraturas por estresse nos membros superiores são incomuns para a maior segmento dos atletas, mas acontecem com alguma frequência em atletas que utilizam muito o esteio do peso sobre os braços, uma vez que os ginastas ou jogadores de baseball.

História clínica da fratura por estresse

A fratura por estresse está relacionado um aumento repentino ou uma modificação na rotina esportiva do paciente. São situações que devem gerar suspeita para as fraturas por estresse:

  • Atletas de eminente rendimento
    que, em véspera de competição, aumentam subitamente a frequência, duração e
    intensidade dos treinos;
  • Pessoas sedentárias que
    decidem iniciar a prática de atividades físicas, em frequência e intensidade
    supra do que sua quesito física permite naquele momento.

Diagnóstico das fraturas por estresse

O diagnóstico das fraturas por estresse deve ser considerado sempre que houver uma mudança repentina na frequência, intensidade ou tipo de atividade física praticada, e poderá ser confirmado por meio de radiografias ou da sonância magnética.

  • Radiografias: inicialmente serão normais, mas pretérito as primeiras semanas de dor eventualmente poderão provar uma risco de fratura incompleta ou uma reação óssea no sítio, com o espessamento da cortical do osso, que representa a tentativa do organização de solidificar a fratura.
  • Sonância magnética: identifica as fraturas por estresse já nas fases iniciais. Em alguns casos a risco de fratura poderá ser vista nitidamente, em outros será observado exclusivamente um edema ósseo reacional. O edema ósseo associado a uma história clínica sugestiva será o suficiente para se fechar o diagnóstico.

Fatores de risco

Ainda que uma mudança súbita na rotina esportiva possa desencadear as fraturas por estresse em qualquer desportista, alguns fatores colocarão os mesmos sob maior risco. Alterações biomecânicas, desalinhamentos ósseos, fadiga ou calçados inadequados são todos fatores que levarão a uma maior sobrecarga no osso colocando o mesmo sob risco para as fraturas por estresse.

Problemas nutricionais podem dificultar na recuperação óssea entre treinos e, em casos extremos, prejudicar a qualidade do osso. Isso acontece principalmente entre as mulheres, onde pode desencadear a trindade da mulher desportista.

Trilogia da mulher desportista

A trindade da
mulher desportista caracteriza-se pela associação de distúrbios nutricionais,
amenorreia e osteoporose. É um problema que acomete predominantemente atletas
de esportes que exigem físicos extremamente magros, uma vez que a ginástica artística
ou rítmica, o ballet ou o nascido sincronizado, mas pode descompor qualquer mulher
desportista que esteja se submetendo a dietas com grande restrição calórica.

A mulher tem uma demanda extra de vontade para a manutenção de sua fisiologia reprodutiva e os ciclos menstruais. Na falta desta vontade, os hormônios ficam comprometidos, até que chegue ao ponto de a mulher parar de menstruar. Outrossim, o metabolismo ósseo fica prejudicado e a mulher passa a desenvolver osteoporose. A osteoporose, em uma mulher submetida a grande demanda física, faz da desportista uma grande candidata a desenvolver fraturas por estresse.

Classificação

As fraturas por estresse são
classificadas em dois grupos:

  • Fraturas de insignificante risco: localizadas na áreas de compressão do osso. Entre elas temos: fêmur proximal (cortical ínfero-medial), diáfise da tíbia (cortical ulterior), tíbia proximal, fíbula, 2o ao 4o metatarso, membros superiores e costelas;
  • Fraturas de eminente risco: ocorrem em áreas de tensão do osso. Incluem-se neste grupo: fêmur proximal (cortical súpero-lateral), diáfise da tíbia (cortical anterior), maléolo medial, navicular, e 5o metatarso.

Tratamento

O encolhimento das atividades
de impacto que estejam sobrecarregando o osso é a medida mais importante a ser
adotada diante de um paciente com fratura por estresse. Teimar em treinar
apesar da dor não exclusivamente impedirá a cicatrização da fratura uma vez que colocará o
desportista em risco para, frente a um traumatismo corriqueiro, desenvolver fraturas completas
do osso.

Além do encolhimento das
atividades, é importante a correção de todos os fatores de risco discutidos
supra e que talvez sejam identificados no paciente. Uso de palmilhas e
calçados adequados são algumas das medidas que podem ser adotadas, a depender
do caso.

O tratamento específico
depende de qual o osso atacado pela fratura por estresse

  • Fraturas de insignificante risco tendem a responder muito com o tratamento não cirúrgico, principalmente com o encolhimento das atividades de impacto e correção dos fatores de risco discutidos supra, quando provável. Dependendo da intensidade da dor, pode-se utilizar muletas e imobilizadores por pequeno período, seguidos de exercícios sem impacto para fortalecimento, logo que a dor permitir;
  • Fraturas de eminente risco exigem o uso prolongado de muletas e imobilizadores. A urgência de cirurgia deve ser avaliada individualmente.

Responsável: Dr. João Hollanda – Ortopedista

Fontes e Referências adicionais:

  • Cruz, A.S., de Hollanda, J.P.B., Junior, A.D. et al. Anterior tibial stress fracturestreatedwith anterior tensionbandplating in high-performance athletes. KneeSurg Sports TraumatolArthrosc21, 1447–1450 (2013) doi:10.1007/s00167-013-2365-7
  • https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/stress-fractures/diagnosis-treatment/drc-20354063
  • https://ortopedistadojoelho.com.br/fraturas-por-estresse
  • https://orthoinfo.aaos.org/en/diseases–conditions/stress-fractures

Você já sofreu fraturas por estresse em alguma região do corpo? Porquê foi o tratamento recomendado pelo médico e uma vez que se deu sua recuperação? Comente aquém!

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